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São Paulo e Rio caem em ranking de cidades mais caras do mundo

19/03/2019 - Artigos
A queda da inflação no Brasil e o enfraquecimento do real diante do dólar levaram São Paulo e Rio de Janeiro a cair várias posições no ranking de cidades mais caras do mundo, aponta relatório da Economist Intelligence Unit, o braço de análises e pesquisas da revista The Economist.

 A queda da inflação no Brasil e o enfraquecimento do real diante do dólar levaram São Paulo e Rio de Janeiro a cair várias posições no ranking de cidades mais caras do mundo, aponta relatório da Economist Intelligence Unit, o braço de análises e pesquisas da revista The Economist.

O ranking comparou preços em 133 cidades do mundo e concluiu que as três cidades mais caras - empatadas no primeiro lugar - são Paris, Hong Kong e Cingapura.

São Paulo e Rio de Janeiro, que em 2017 foram as cidades que mais encareceram no ranking - subindo 29 e 27 posições respectivamente - ficaram, desta vez, entre as dez onde os preços mais caíram os últimos 12 meses.

Para São Paulo, a queda foi de 30 posições em relação à edição passada, ficando no 107º lugar entre as 133 cidades. Já o Rio de Janeiro, que aparece logo em seguida, recuou 26 posições. Apenas Istambul, na Turquia, e Buenos Aires, na Argentina, tiveram quedas mais expressivas.

A pesquisa compara o custo de itens básicos, como alimentos e bebidas, nas cidades. Também monitora se os preços subiram ou caíram comparando-os com o custo de vida em Nova York, que é usado como referência.

'Quedas acentuadas'

De acordo com o relatório, a queda acentuada no custo de vida em países como Brasil, Argentina e Turquia é associada às desvalorizações das moedas locais, por sua vez causada por "turbulências econômicas".

No Brasil, o dólar terminou o ano com alta de 16,92% diante do real, levando a moeda brasileira a ficar pelo segundo ano seguido entre as que mais perderam terreno para a americana no mundo.

Já a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou o ano em 3,75% - dentro da meta estabelecida pelo Banco Central para 2018, que varia de 3% a 6%.

Apesar da disparada da inflação, Caracas, na Venezuela, é a cidade menos cara entre as 133.

As cidades mais caras do mundo

Pela primeira vez na pesquisa, realizada há 30 anos, o primeiro lugar do ranking é dividido por três cidades. Paris e Hong Kong agora são tão caras quanto Cingapura, a mais cara do ranking anterior.

A capital francesa é uma das quatro cidades europeias no top 10.

A autora do relatório, Roxana Slavcheva, explica que Paris está entre as 10 cidades mais caras desde 2003 e é um lugar "extremamente caro" para se viver.

"Somente o álcool, o transporte e o tabaco têm melhor relação custo-benefício que outras cidades europeias", disse ela.

O custo médio do corte de cabelo feminino, por exemplo, custa US$ 119,04 (aproximadamente R$ 450,95) em Paris, comparado com US$ 73,97 (R$ 280,22) em Zurique e US$ 53,46 (R$ 202,52) na cidade japonesa de Osaka.

"As cidades europeias tendem a ter os custos mais elevados nas categorias moradia, cuidados pessoais, lazer e entretenimento - sendo Paris uma boa representante nessas categorias - refletindo, talvez, um custo maior nos gastos supérfluos", disse Slavcheva.

Para a pesquisa, foram coletados os preços de mais de 160 produtos e serviços, em supermercados, lojas e shopping centers. Os preços médios depois foram convertidos para dólar.

A lista inclui comida, bebida, roupas, suprimentos domésticos e itens de cuidados pessoais, aluguel de casas, transporte, contas de serviços públicos, como água e luz, escolas particulares, trabalho doméstico e custos de lazer.

Fonte: Bol
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