Quinta-Feira, 18 de Outubro de 2018
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Carro elétrico: que tal um projeto brasileiro feito no RS de até R$ 40 mil?

18/09/2018 - Automóveis
Projeto gaúcho quer sair do papel e ser opção urbana viável e eficiente

 Projeto gaúcho quer sair do papel e ser opção urbana viável e eficiente

O Brasil chegou a ter um carro elétrico de produção nacional, o Gurgel Itaipu, lançado na década de 1970. Ficou no passado e não deixou qualquer herdeiro. De toda forma, o "Salão do Veículo Elétrico", que abre suas portas a partir desta segunda-feira (17), na capital paulista, tem um outro projeto brasileiro de carro elétrico como uma de suas atrações: falamos do Connect MWA.

Ele é um compacto urbano de baixo custo, com projeto local, espaço para dois ocupantes, autonomia de até 80 km e expectativa de custar entre R$ 20 mil e R$ 40 mil. Ideia é entrar em produção por volta de 2020, conforme prevê Mario Weiser, sócio da Connect, start-up estabelecida em Viamão (RS).

Atualmente, a Connect busca recursos para a parte documental, incluindo a homologação. "Se obtivermos o aporte esperado de R$ 3 milhões, estimamos produção de 1.000 unidades por ano, o que viabilizaria preço em torno de R$ 20 mil. Com cerca de R$ 300 mil, a produção ficará bem menor e estimamos preço na casa de R$ 40 mil. Tudo vai depender do investimento", diz Weiser, que trabalhou cerca de 30 anos como diretor de novos negócios da Altus, empresa de automação industrial. O projeto contou com o apoio do TecnoPUC, parque científico e tecnológico da PUC-RS.

Baixo custo e eficiência

Ainda em fase de protótipo e prospecção de potenciais investidores, o MWA é construído com chassi de aço e carroceria de fibra de vidro, tudo simples, mas usa quatro motores elétricos, um em cada roda, que juntos conferem ao veículo cerca de 5 cavalos de potência e recarga completa em até oito horas em tomada comum.

São dois bancos, posicionados lado a lado, e dois nichos no lugar do painel de instrumentos -- um para instalar um tablet e outro para um smartphone convencionais, que passam a fazer o papel de painel de instrumentos, central de comando do carro e multimídia.

Proposta é semelhante àquela do francês Renault Twizy, também exposto no evento e já testado na cidade por UOL Carros, que hoje é comercializado apenas para empresas. Ou seja, um modelo tipicamente urbano, que abre mão até de portas e bagageiro para ser prático, eficiente e ter o menor custo possível. "Nosso projeto pesa aproximadamente 350 kg e tem mais de 90% de eficiência", aponta a empresa.

"A empresa foi estabelecida de forma profissional em janeiro de 2017, mas já trabalhávamos no projeto cerca de dois anos antes disso. Tudo começou com o propósito de mobilidade eficiente, considerando que um carro 1.0 convencional hoje pesa cerca de uma tonelada e apresenta cerca de 30% de eficiência energética com seu motor a combustão", disse Weiser.

Segundo Weiser, contando mão de obra e dinheiro do próprio bolso, a empresa já investiu cerca de R$ 500 mil no projeto do MWA, que traz boa parte dos componentes nacionalizada, como motores e conversores -- o super-ímã de neodímio usado nos motores e packs de baterias estão entre os poucos componentes importados.

"Nosso carro usa motores DC sem escova com super-ímã de neodímio, de concepção moderna, que permite recarga das baterias nas frenagens e nas desacelerações, com menor manutenção", explicou Weiser.

E lembra da citação à Gurgel no começo do texto? Weiser afirma ter adquirido três Gurgel BR 800 para testes, mas descartou usar o chassi do compacto nacional por conta do alto peso.

"O projeto é nosso e contratamos empresas especializadas para a construção do protótipo, incluindo construção do chassi, da carroceria e pintura, e das rodas de 14 polegadas", concluiu.

 

Fonte: Bol
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