Quinta-Feira, 18 de Outubro de 2018
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Após ação da GCM, usuários fazem barricadas e atacam motoristas na Cracolândia

19/07/2018
Usuários de drogas iniciaram um tumulto no começo na tarde desta quinta-feira (19) na região da Cracolândia, no centro de São Paulo.

 Usuários de drogas iniciaram um tumulto no começo na tarde desta quinta-feira (19) na região da Cracolândia, no centro de São Paulo. Em imagens aéreas feitas no local era possível ver barricadas, objetos em chamas no meio das vias, pessoas correndo e motoristas sendo atacados na avenida Rio Branco.

A confusão, segundo a Polícia Militar, teve início durante uma operação de limpeza realizada pela Prefeitura de São Paulo, com o apoio da GCM (Guarda Civil Metropolitana) iniciada durante a manhã.

A ação de limpeza é feita periodicamente pela gestão municipal na região para retirada de entulho e lixo nas ruas. Segundo informações preliminares da PM, durante a limpeza, dependentes químicos que estavam na área atacaram os guardas em retaliação à retirada de seus pertences. Revoltados, os dependentes também teriam passado a atacar motoristas que passavam pela região.

A PM informou que, por volta das 13h45, a operação militar continuava na área, com o intuito de tentar estabilizar a região. Até esse horário, não havia informações de pessoas feridas, nem de detidos.

Integrante da ONG A Craco Resiste, Raphael Escobar conta que geralmente as pessoas que vivem na Cracolândia são deslocadas da chamada "praça do cachimbo", perímetro que fica entre as ruas Helvetia e Cleveland, para outro quarteirão entre as alamedas Dino Bueno e Barão de Piracicaba.

"A prefeitura limpa a praça. Quando eles [os usuários] voltam, tem um cordão na polícia revistando o pessoal. É nessa hora que colchão, lona, barraca, caixa de frutas, isopor são retirados. Muitas vezes começa o conflito daí", diz.

Segundo ele, integrantes da ONG estão no local e as vias do local estão fechadas até a avenida Duque de Caxias.

"A violência tem aumentado muito nas últimas três semanas, teve até a morte uma pessoa no sábado passado. O fluxo fica revoltado", diz Escobar.

UOL entrou em contato com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e foi informada que não há agentes no local porque é a PM quem está atuando na região. A reportagem também entrou em contato com a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) e com a Prefeitura de São Paulo e aguarda posicionamento de ambas.

 

Fonte: Uol
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