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Não compre, troque um brinquedo neste Dia das Crianças

09/10/2017 - Artigos
Quando compramos um brinquedo novo não ensinamos nada a nossos filhos sobre consumo sustentável nem refletimos sobre necessidade daquela aquisição

 Crianças e adultos estão sendo bombardeados nas últimas semanas por propagandas de brinquedos nos intervalos da programação infantil dos canais de TV paga. Afinal, não existe presente melhor que brinquedo para presentear no Dia das Crianças, certo? Errado!

Quando compramos um brinquedo novo não ensinamos nada a nossos filhos sobre consumo sustentável nem refletimos sobre necessidade daquela aquisição. Será que a criança precisa mesmo de mais um brinquedo? O que é mais importante para ela: brincar livremente em família ou comprar por comprar?

Pensando na necessidade de discutir essas questões, o Instituto Alana realiza há cinco anos feiras de trocas de brinquedos. A ideia é que a própria criança escolha os brinquedos que não usa mais e troque por outros. Simples assim.

“É um convite para que os pais parem e pensem se é preciso mesmo comprar um brinquedo novo, ir até uma loja, atender ao apelo da publicidade. O mais importante é estar com as crianças, celebrar, fazer algo em família. As feiras proporcionam um momento de encontro, um espaço para as trocas, para os pais conversarem entre si, para as crianças brincarem”, afirma Ekaterine Karageorgiadis, coordenadora do Criança e Consumo, do Alana.

Pais e crianças que participam pela primeira vez de feira de trocas precisam ter em mente que a troca nem sempre vai seguir o valor material do brinquedo. “O protagonismo é da criança. Ela que escolhe o que quer trocar. Muitas levam algo valioso e trocam por algo mais barato. Os pais podem não entender, mas é a lógica da novidade e funcionalidade”, diz Ekaterine.

Por mais que os adultos se sintam pressionados a comprar, a coordenador do Alana afirma que é preciso repensar os valores envolvendo o consumo desenfreado. “As crianças são estimuladas o tempo todo, na TV, internet, escola, shopping, a ter alguma coisa para ser alguém. O papel dos pais é dialogar e sensibilizar os filhos sobre os efeitos do consumismo, a necessidade da compra, pensar como aquele item foi fabricado, em que condições, para onde irá aquela embalagem”, diz Ekaterine.

A especialista afirma que estudos mostram que o aumento do consumismo infantil está ligado à redução das brincadeiras criativas, violência, obesidade infantil, sexismo e erotização. “Não é falar não pelo não à criança. É preciso fazer uma reflexão. Sabemos que é muito difícil fazer isso quando a única opção de lazer é o shopping.”

O objetivo, segundo ela, não é que as famílias simplesmente deixem de consumir. Mas direcionar o consumo para questões mais importantes para o desenvolvimento da criança, como lazer e cultura.

Onde trocar

Durante todo o mês de outubro, o Alana incentiva que mães, pais, e responsáveis, educadores, vizinhos organizem suas próprias Feiras de Trocas de Brinquedos. A iniciativa pode ser realizada em escolas, no quintal de casa, parques públicos ou qualquer outros espaço coletivo.

Fonte: Veja
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