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Doria muda tom e já admite disputar prévias com Alckmin no PSDB

12/09/2017 - Política
Prefeito de São Paulo vinha dizendo que não existia a 'menor hipótese' de concorrer com o governador paulista à indicação do partido para 2018

 O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), mudou o tom do discurso que vinha empregando para tratar da possibilidade de concorrer às eleições presidenciais de 2018. Nesta terça-feira, o tucano admitiu que poderá disputar prévias com o governador paulista, Geraldo Alckmin, para ser o candidato escolhido pelo partido.

Doria disse diversas vezes que não existia a “menor hipótese” de enfrentar Alckmin – seu padrinho político – nas prévias do PSDB. Ele chegou a cogitar até uma mudança de partido caso não houvesse outra forma de ser o indicado para concorrer ao Palácio do Planalto. O relacionamento entre Doria e Alckmin se deteriorou consideravelmente desde que o prefeito passou a articular sua candidatura à Presidência nos bastidores do PSDB.

“Eu tenho, pessoalmente, muito constrangimento, porque gosto do governador Alckmin, é meu amigo e por quem mantenho profunda admiração. Preferiria não, mas o tempo vai dizer, temos até dezembro, início de março, para formatar isso”, disse o tucano, que fez o discurso de abertura do Fórum Latino-Americano de liderança estratégica em infraestrutura, em São Paulo.

Na segunda-feira, Doria e Alckmin participaram de um almoço no Lide, um grupo de lideranças empresariais, que contou com a participação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). No evento, FHC defendeu a “união” dos potenciais candidatos tucanos ao Planalto e disse entender que março seria uma data limite para a realização de prévias dentro do partido.

O prefeito disse não ser contra a realização de prévias nacionais, mas defendeu o uso de pesquisas de intenção de voto, as quais considera um instrumento “bom e legítimo para se ter a avaliação dos candidatos”. Segundo Doria, intenção de voto, rejeição e grau de conhecimento são fatores que podem ajudar o PSDB a escolher seu candidato. O prefeito também reiterou o discurso de FHC no evento da véspera, afirmando que o “PSDB continua e continuará unido”.

Privatização da Petrobras

Doria também defendeu nesta terça-feira uma privatização gradual da Petrobras e uma fusão entre o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, estatais controladas pelo governo federal. Segundo o tucano, as medidas ajudariam a deixar o estado menos inchado e mais eficiente e reduziriam as chances de corrupção.

“Acredito e defendo uma privatização gradual da Petrobras. Ela tem tantos braços e tentáculos que é até difícil de elencar a quantidade de empresas dominadas por ela”, declarou Doria. “Defendo uma gradual desestatização para que não haja prejuízo estratégico ao Brasil ou ao seu corpo funcional, que é bom e sério, mas foi muito afetado pelo assalto do PT nesses treze anos.”

Sobre os bancos públicos, o prefeito paulistano afirmou que o ideal seria uma fusão para evitar “a sobreposição e o uso político também”. “Não vejo razão de o Brasil ter dois bancos”, declarou. Questionado se essa fusão poderia acarretar na privatização dos bancos, Doria disse que, “nesse caso, pode ser uma instituição pública, mas, ao invés de duas, uma”.

(Com Estadão Conteúdo)

Fonte: Veja
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