Quinta-Feira, 23 de Novembro de 2017
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Procuradora destituída da Venezuela diz que Maduro quer matá-la

29/08/2017 - Internacional
Luisa Ortega também disse que não pode voltar ao seu país porque seria presa e possivelmente torturada

 A procuradora-geral destituída da Venezuela, Luisa Ortega Diaz, disse que o governo do presidente Nicolás Maduro tentou contratar pessoas para matá-la.

Luisa estava na Costa Rica onde vai entrar com uma queixa na Comissão Interamericana dos Direitos Humanos contra o governo de seu país.

“Eu tenho a informação de que a perseguição contra mim continua, e que o governo contratou assassinos para me matar”, disse a ex-procuradora em uma coletiva de imprensa ao lado do procurador-geral da Costa Rica, Jorge Chavarria.

A advogada afirmou que havia se tornado perigoso demais regressar ao país caribenho. “Eu não posso voltar [para Venezuela], porque eles vão me colocar na cadeia, desaparecer comigo e me torturar”, disse. “Eles [o governo] fizeram duas buscas na minha casa e perseguiram minha família”.

Luisa rompeu com o governo chavista no começo do ano e a assembleia constituinte a removeu de seu cargo. Ela então fugiu na metade agosto para a Colômbia, onde conseguiu asilo político.

Ela disse nesta terça que o governo venezuelano estava cometendo sistemáticos abusos de direitos, incluindo tortura e detenções ilegais.

Na semana passada ela prometeu entregar provas de que Maduro e autoridades do governo estavam envolvidos em corrupção. “Há um monte de autoridades envolvidas no caso da Odebrecht“, disse Luisa. “O presidente Maduro pegou entre oito e dez milhões de dólares em espécie do governo e deu para uma grande companhia”.

(Com agência Estado)

Fonte: Veja
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