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Atentado perto da embaixada americana em Cabul deixa mortos

29/08/2017 - Internacional
Cinco pessoas morreram no ataque. Até o momento o atentado não foi reivindicado.

 Um ataque executado por um homem-bomba em uma rua comercial próxima da embaixada dos Estados Unidos no centro de Cabul deixou cinco mortos e vários feridos nesta terça-feira (29), anunciaram as autoridades afegãs.

Este é o mais recente de uma série de atentados na capital do Afeganistão. Há três meses, a explosão de um caminhão-bomba no bairro diplomático deixou 150 mortos e 400 feridos, a maioria civis.

"Às 10h (2H30 de Brasília), um homem-bomba detonou os explosivos perto de um banco, próximo da praça Masud", declarou à AFP Najib Danish, porta-voz do ministério do Interior.

A explosão aconteceu no momento em que várias pessoas seguiam para o banco para receber o salário antes da grande festa muçulmana do Eid.

Muitos oficiais das forças de segurança e funcionários do governo recebem os salários no Kabul Bank.

O ataque ocorreu em uma rua comercial muito movimentada que termina na praça Masud, perto da embaixada dos Estados Unidos, no bairro das representações diplomáticas.

Até o momento o atentado não foi reivindicado. Recentemente, os talibãs executaram uma série de ataques no país.

O atentado aconteceu poucos dias depois do discurso do presidente americano, Donald Trump, que abre caminho para o envio de mais soldados ao Afeganistão.

Após o anúncio de Washington, os talibãs, que exigem a retirada total das tropas internacionais do país, prometeram que o Afeganistão se transformaria em um "novo cemitério" para os americanos.

A população afegã termina pagando o preço mais alto no conflito, que começou com a invasão dos Estados Unidos há 16 anos para expulsar os talibãs do poder.

Analistas consideram que estratégia de Trump poderia fortalecer a determinação dos insurgentes e provocar ainda mais mortes de civis.

Desde o fim da missão de combate da Otan no país, o exército e a polícia afegãs têm dificuldades para enfrentar os insurgentes, ao mesmo tempo que precisam combater a presença cada vez mais importante do grupo extremista Estado Islâmico.

Fonte: Globo
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