Terça-Feira, 21 de Novembro de 2017
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Presidente da Funai é exonerado após violência contra índios

05/05/2017 - Violência
Em um momento difícil no tratamento das ações voltadas à comunidade indígena, Antônio Fernandes Costa deixa a função por divergências políticas

 O Diário Oficial da União (DOU) trouxe na edição desta sexta-feira a exoneração de Antônio Fernandes Costa do cargo de presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Cidadania, comandado pelo peemedebista Osmar Serraglio. A exoneração de Antônio Costa foi assinada pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Costa deixa a função por divergências políticas com o governo federal e em um momento difícil no tratamento das ações voltadas à comunidade indígena. Ele vinha justificando a falta de uma ação mais eficiente da Funai, sobretudo, pela escassez orçamentária do órgão, o que, segundo ele, impede a instituição de exercer bem suas tarefas.

Indios da etnia Gamela (Viana, no Maranhão) sofrem ataque na nova retomada de terra que estavam fazendo no municício de Viana. Cerca de 200 homens amarmados com armas de fogo homens com facões e paus. Há cerca de 10 feridos, os casos mais graves que estão sendo transferidos para a capital do estado São Luís. Os indígenas afirmam que o ataque já estava sendo organizado independente de acontecer ou não a retomada, pois havia um grupo que se auto intitulara "movimento pela paz" que estava incitando moradores do povoado Santeiro. A rádio local estava abrindo espaço para políticos contrários a retomadas, darem entrevistas - criando um ambiente de animosidade nos últimos dias.

Indios da etnia Gamela (Viana, no Maranhão) sofrem ataque na nova retomada de terra que estavam fazendo no municício de Viana. Cerca de 200 homens amarmados com armas de fogo homens com facões e paus. Há cerca de 10 feridos, os casos mais graves que estão sendo transferidos para a capital do estado São Luís. Os indígenas afirmam que o ataque já estava sendo organizado independente de acontecer ou não a retomada, pois havia um grupo que se auto intitulara "movimento pela paz" que estava incitando moradores do povoado Santeiro. A rádio local estava abrindo espaço para políticos contrários a retomadas, darem entrevistas - criando um ambiente de animosidade nos últimos dias.

Nesta semana, Costa voltou a ressaltar as dificuldades orçamentárias da Fundação ao comentar a barbárie ocorrida no último domingo, dia 30 de abril, em Viana, no Maranhão, que resultou em 13 feridos, incluindo índios, alguns deles em estado grave.

Sob a justificativa de que a Funai enfrenta uma das piores crises financeiras de sua história, tendo sofrido corte de 44% de seu orçamento neste ano, Costa disse que a fundação tem limitações de recursos pessoais para fazer seu trabalho e que, por vezes, os conflitos são “premeditados”, o que impossibilitaria, segundo ele, uma ação antecipada da fundação. Com o corte, a entidade ficou sem recursos para pagar até mesmo as despesas administrativas, como contas de água e luz até o fim do ano.

A permanência ou não de Antônio Costa, que é ligado ao PSC e tem intensificado nos últimos dias as críticas contra o governo federal, foi questionada por jornalistas ao ministro da Justiça esta semana. Durante a entrevista na qual anunciou reforço da Força Nacional de Segurança ao Rio de Janeiro, Serraglio disse que esse assunto é uma decisão do presidente Michel Temer. “Não é o ministro da Justiça que vai decidir em relação ao presidente (da Funai). Claro que vai identificar a proficiência se houver troca de presidente”, afirmou.

Serraglio disse ainda que a Funai sofreu um corte de despesas semelhante ao dos demais órgãos do governo. “Nenhum centavo a mais ou a menos foi destinado à Funai”, afirmou o ministro na ocasião.

(Com Estadão Conteúdo)

Fonte: Veja
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