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Dar troco na mesma moeda não é educar, dizem especialistas

07/03/2015 - Dicas
Inconformada com a atitude do filho de 15 anos, uma mãe gravou um vídeo dando chineladas no adolescente.

 Inconformada com a atitude do filho de 15 anos, uma mãe gravou um vídeo dando chineladas no adolescente. O motivo da surra foi outro vídeo, este feito e divulgado pelo garoto, em que ele aparece em uma relação sexual com a ex-namorada. O caso aconteceu nesta semana, em Minas Gerais. A gravação da agressão ganhou muito mais fama do que o primeiro vídeo, dividindo opiniões entre quem apoiou e criticou a atitude da mulher. Para especialistas ouvidos pelo UOL Gravidez e Filhos, dar o troco na mesma moeda não é a melhor forma de educar.

Quezia Bombonatto, diretora da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia), afirma que, ao filmar o garoto para mostrar a falta de respeito que é expor a intimidade de alguém, a mãe apenas repetiu o comportamento do adolescente, que acabou sem uma referência de modelo a ser seguido. "Como posso falar que filmar alguém não é bom quando estou fazendo a mesma coisa? Quando a mãe faz isso, ela mostra para o filho que essa atitude é razoável. Os pais educam dando exemplo, portanto, se algo é inadequado, eles não devem repetir."

A violência também não é o caminho indicado para educar os adolescentes. "Em nenhum momento, os pais devem utilizar a força como medida educativa, e isso não quer dizer que o jovem tem total liberdade, pois existem outras formas de educar e impor limites", afirma Leila Salomão Tardivo, professora do departamento de psicologia clínica do Instituto de Psicologia da USP (Universidade de São Paulo).

Para a educadora sexual e diretora-executiva do Instituto Kaplan, um centro de estudos da sexualidade humana, Maria Helena Vilela, ao descobrir um caso desse tipo, os pais devem ter uma conversa séria com o adolescente para entender o porquê de o filho ter agido mal. "Caso o garoto tenha sido ingênuo, a família deve conversar e pensar em um limite para esse jovem. Mas se o rapaz tomou essa atitude consciente de como prejudicaria a ex-namorada, a orientação é buscar tratamento psicoterápico", diz Maria Helena.

Fonte: Uol
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