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Feira da Praça da República

01/12/2012

A feira de artes e artesanatos que acontece aos domingos na Praça da República é o evento pelo qual o local é conhecido internacionalmente. Tudo começou no final da década de 40, com colecionadores que ali se reuniam para trocar selos, notas, moedas e medalhas. Nos anos 60, artistas plásticos e artesãos começaram a expor seus trabalhos no local. Expulsos pela polícia no começo, tiveram o apoio do prefeito Faria Lima, que legalizou a atividade e criou a feira de artes e artesanatos, conhecida também como feira hippie.

Estudantes da São Francisco reuniam-se em frente à estátua de Álvares de Azevedo A praça foi batizada como Praça da República em 1889, quando o exército, comandado por Marechal Deodoro, expulsou a Família Real do Brasil. Antes disso, o local teve diversos nomes como Largo dos Curros (na época em que havia ali corridas de cavalos), Praça dos Milicianos (quando era o lugar para exercícios militares) e Largo 7 de Abril (quando passou a ser utilizado para treinamento de cocheiros e animais de tração). A região não era muito povoada. Sua ocupação foi facilitada com a construção do Viaduto do Chá, inaugurado em 1892. Dois anos mais tarde foi fundada a Escola Normal Caetano de Campos, projetada pelo Engenheiro Paula Souza e detalhada e desenvolvida por Ramos de Azevedo.

A escola adotou uma linha educacional vanguardista, baseada nos novos preceitos adotados pelo governo republicano. De 1940 a 1949, abrigou no 3o andar os primeiros cursos de Filosofia da USP, que foram transferidos para a Rua Maria Antonia. Atualmente é sede da Secretaria de Estado dos Negócios da Educação. A feira de artes começou no fim dos anos 60, auge do movimento hippie Curiosidades: Em 1896, foi inaugurado o Jardim de Infância, anexo à Escola Normal Caetano de Campos. Foi demolido em 1939 para as obras de prolongamento da Avenida São Luís. Por volta de 1905, a praça era ponto de encontro dos estudantes da Faculdade de Direito da USP, que cantavam e recitavam diante do busto de Álvares de Azevedo. A Praça da República foi palco de importantes manifestações.

 Em 23 de maio de 1932, uma multidão avançou contra a sede da Legião Revolucionária (esquina da praça com a Rua Barão de Itapetininga) e foi recebida a balas. O acontecimento ficou famoso também pela morte de quatro estudantes – Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (MMDC). No ano de 1964, o ponto de partida para a Marcha da Família, que dirigiu-se para a Praça da Sé. Quatro anos mais tarde transformou-se em um dos principais locais de São Paulo das manifestações estudantis contra o regime militar. Em 1984 foi o movimento pelas eleições diretas (Diretas Já!) que agitaram a praça. Com o início da construção da Estação República do Metrô, em 1978, alguns prédios dos A Escola Normal Caetano de Campos hoje dá lugar à Secretaria da Educação arredores foram demolidos e árvores foram transplantadas.

O prédio da Escola Normal Caetano de Campos também seria demolido não fosse o interesse de um único arquiteto em manter o prédio. Ele moveu uma ação contra a demolição e ganhou. A Rua 7 de Abril já teve outros nomes: Rua Estrada para a Cidade Nova e Rua da Palha, por causa das casas de sapé muito freqüentes na região. Em 1875 passou a se chamar 7 de Abril em homenagem ao Dia da Abolição da Escravatura e porque fazia ligação com o Largo 7 de Abril, hoje Praça da República. A administração Celso Pitta remanejou os expositores para locais como a Av. Tiradentes e a Praça Roosevelt, locais próximos à praça. A alegação era de que a feira estava aumentando a incidência de tráfico e uso de drogas na região.

 A mudança descaracterizou a feira e o o problema continuou. Muitos artistas abandonaram a atividade e houve até casos de suicídio. Apesar de terem voltado para a República, o número de expositores e visitantes é muito menor do que antes da ação do governo Pitta. Hoje os expositores estão se reorganizando e voltando à Praça. Serviço: Praça da República Horário: a feira de artes e antigüidades acontece aos domingos, das 9h às 16h Próximo ao Metrô República Entrada franca

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