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Curiosidades: Com crise, país perde 46.322 empresas comerciais em 2016, diz IBGE

28/06/2018
Setor teve receita operacional de R$ 3,3 trilhões; atividade de hipermercados e supermercados cresce e a de veículos automotores cai em 10 anos

 A crise financeira levou 46.322 empresas comerciais a fecharem as portas em 2016. É o que mostra a Pesquisa Anual do Comércio 2016 divulgada nesta quinta-feira, 28, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento, em 2016 o Brasil tinha 1.546.646 firmas comerciais contra 1.592.968 no ano anterior. Desde 2011, o setor registra ano a ano diminuição no número de empresas ativas, depois de apresentar crescimento expressivo entre 2007 e 2010.

Juntas as empresas comerciais ativas no país tiveram uma receita operacional líquida de 3,3 trilhões de reais, pagaram 214,8 bilhões de reais de salários, retiradas e outras remunerações e ocuparam 10 milhões de pessoas, em 1,685 milhão de unidades locais em 2016.

De acordo com o estudo, a atividade de hipermercados e supermercados cresceu no ranking de participação na receita operacional líquida do comércio, passando de 9,4% em 2007 para 12,4% em 2016, e subindo da terceira para a primeira colocação. Já a o segmento de veículos automotores saiu do segundo lugar (11%) em 2007, para a sexta posição em 2016 (6%). E a atividade atacadistas de combustíveis e lubrificantes, que ocupava a primeira posição em 2007 (13,5%), caiu para a segunda colocação em 2016 (11,2%).

“Com a crise dos últimos anos, a gente percebe que a venda de veículos automotores caiu. Outro elemento da pesquisa que consegue confirmar isso é o setor atacadista de combustíveis, que até então era o primeiro da nossa pesquisa e hoje está em segundo, pois foi ultrapassado pelo setor de hipermercados e supermercados”, explica a gerente da PAC, Danielle Oliveira.

“Nos supermercados, você pode substituir marcas, mas você não deixa de comprar comida. Agora, você deixa de comprar um carro. Quantas lojas de roupa fecharam por aí. Quantas concessionárias fecharam por causa da crise. Agora, não vimos hipermercados fecharem, apesar de terem diminuído as vendas”, ressalta Juliana Paiva, gerente das pesquisas econômicas do IBGE.

Fonte: Veja
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